Aqui está só o que muda resultado: como enquadrar, como começar a falar e o que nunca pode entrar num anúncio de nutrição. E por que a legenda no rodapé desaparece atrás do botão do Meta justo na hora em que o vídeo vira anúncio.
Se você só ler esta parte, o vídeo já melhora. O resto do guia explica o porquê de cada uma.
É o tamanho dos três vídeos que mais rodaram no seu perfil. Acima de 40 segundos o alcance cai.
Você falando para a câmera. Nada de foto ou carrossel nesta fase. Vídeo é o que qualifica e cria conexão.
Uma situação concreta do dia a dia. Não por "emagreça com saúde", que todo mundo já ouviu.
Logo abaixo do seu rosto, não no rodapé. É a mudança mais importante deste guia, e está explicada na seção 05.
Nos primeiros segundos, escrita na tela. Quem é da cidade para o dedo; quem não é, segue a vida.
E nunca falando da condição de quem assiste. As duas coisas derrubam o anúncio antes de ele rodar.
Seis decisões que você toma uma vez e valem para todas as gravações.
| Item | O que fazer | Por quê |
|---|---|---|
| Câmera | Celular na vertical, câmera de trás, 1080p ou 4K, 30fps | A frontal perde nitidez e o anúncio ganha cara de improviso |
| Distância | Do peito para cima, celular na altura dos olhos | Câmera baixa distorce o rosto e afasta quem assiste |
| Luz | De frente para a janela, ou com luz à sua frente. Nunca com a janela atrás | Janela nas costas transforma você em silhueta |
| Áudio | Ambiente silencioso. Se tiver fone com microfone, use | Som ruim faz a pessoa deslizar antes de você terminar a frase |
| Roupa | Roupa de treino ou jaleco, nunca as duas no mesmo vídeo | Treino fala com quem treina; jaleco fala com quem quer clínica |
| Cenário | Consultório, cozinha organizada, rua ou parque. Fundo limpo | Cenário confirma o que você diz. Fundo bagunçado disputa a atenção com você |
→ arraste a tabela para o lado
Os três primeiros segundos decidem se a pessoa fica. Comece já dentro da cena: sem "oi gente", sem apresentação, sem respirar fundo. A apresentação vem no meio do vídeo, quando ela já ficou.
"Oi, eu sou a Gabi, nutricionista, e hoje eu vim falar sobre emagrecimento saudável…"
"Segunda a sexta impecável. Sábado à noite desmonta tudo."
Dor concreta é a que a pessoa vê acontecendo: a calça que não fecha, o cadarço que ela não alcança sem prender a respiração, a catraca do metrô, a marmita de quinta que virou praça de alimentação. "Perder dez quilos" não é uma cena, é uma meta. E meta não prende ninguém.
Sempre a mesma ordem. As partes 3 e 4 são iguais em todos os vídeos; só a primeira muda.
A cena concreta. É o que faz a pessoa parar de deslizar.
Como você resolve aquilo. Sem prometer número, sem lista de benefício.
Quem você é e para quem você atende. Uma frase.
Um convite direto para tocar no botão. Sempre a mesma.
As cinco dores abaixo são as que você mesma escreveu no briefing. Não precisa decorar: leia, entenda a ideia e fale com as suas palavras. Um vídeo, uma dor. O anúncio existe justamente para descobrir qual delas traz contato mais barato, e isso só dá para ler se cada vídeo defender uma coisa só.
Você treina há um ano. Pesa o frango, conta a proteína, cortou o refrigerante. E a foto de perfil é a mesma.
Não está faltando informação. Está faltando alguém olhar a sua rotina e dizer o que ajustar. O que trava não é o que você não sabe, é o que ninguém mediu.
Sou a Gabi, nutricionista em BH, atendo mulheres que já treinam e não estão vendo o corpo mudar. Toca no botão e me conta onde você está.
Você olha o cardápio antes de sair de casa e já decidiu que vai pedir salada. Aí chega o prato dos outros na mesa.
Plano que cabe no rodízio de sexta e no aniversário do sobrinho. Não porque eu sou boazinha, mas porque plano que você abandona em três semanas não emagrece ninguém.
Sou a Gabi, nutricionista em BH. Toca no botão.
Segunda a sexta impecável. Sábado à noite desmonta tudo. E domingo você já está prometendo que semana que vem começa de novo.
Isso não é falta de disciplina, é plano apertado demais para durar sete dias. Quando o fim de semana entra na conta, ele para de ser o vilão.
Sou a Gabi, nutricionista em BH. Toca no botão e me conta como é o seu fim de semana.
Você sai de casa às 7h e volta às 19h. A marmita da segunda você fez. A da quinta você comprou no shopping.
A gente monta o plano em cima do que existe perto do seu trabalho, não em cima de uma cozinha que você não tem tempo de usar.
Sou a Gabi, nutricionista em BH. Toca no botão.
Você já decidiu que começa. Depois da viagem. Depois do casamento. Depois que o projeto fechar.
A viagem e o casamento vão continuar existindo. O acompanhamento é feito para atravessar eles, não para esperar acabar.
Sou a Gabi, nutricionista em BH. Toca no botão.
Esta é a parte que mais muda resultado, e é a que hoje está errada. Hoje as suas legendas ficam lá embaixo, que é onde os aplicativos de edição colocam por padrão. Só que, quando o vídeo vira anúncio, o Meta desenha por cima daquela faixa: o nome do perfil, o texto do anúncio e o botão de chamada. A legenda some atrás da interface, e quem assiste sem som, que é a maioria, não lê nada.
Certo
legenda no meio, logo abaixo do rosto
Errado
legenda no rodapé, o botão come
Vídeo 1080 × 1920. Pense a tela em três faixas:
A legenda fica entre 900 e 1130px do topo, quase no meio da tela, encostada logo abaixo do seu queixo. Vai parecer alto demais enquanto você edita. Não é: no anúncio, é o único lugar que sobra.
Dois aplicativos dão conta, os dois de graça. Escolha um e fique nele: trocar de app no meio só muda o nome dos botões.
É o editor da própria Meta, grátis, e exporta em até 4K sem marca d'água nenhuma. A legenda automática já vem com fonte, cor e posição ajustáveis, que é justamente o que você precisa mexer. Procure por "Edits" na loja do celular.
Faz a mesma coisa e você provavelmente já tem instalado. O cuidado é um só: desligue a marca d'água antes de exportar. Ela cai no rodapé, bem onde o botão do anúncio já está.
Os nove passos abaixo valem nos dois. O quarto é o que resolve o problema da seção anterior.
Se o vídeo já foi gravado na vertical, ele entra certo sozinho.
Todo "hã" e toda respirada entre frases. É o que segura o vídeo dentro dos 24 segundos.
No Edits fica em Legendas; no CapCut, em Legendas, Legendas automáticas. Depois leia e corrija: os dois erram nome de alimento e termo técnico com frequência.
Toque no bloco de legenda e puxe para cima, até logo abaixo do seu rosto. Os dois apps mostram uma linha guia no centro da tela, e a legenda fica um pouco abaixo dela.
Fonte grossa, branca, com contorno preto ou fundo sólido. Tamanho grande, que dê para ler de relance.
Bloco maior que isso vira parede de texto e ninguém lê.
Um texto por volta de 16% da altura, nos primeiros três segundos: Nutricionista em Belo Horizonte.
Se usar, deixe o volume bem baixo. Do contrário ela come a sua voz e a pessoa desliga.
No CapCut, confira antes se a marca d'água está desligada. O Edits já sai limpo.
Oito itens. Se todos estiverem marcados, o vídeo sobe.
O vídeo é a metade que aparece. A outra metade é o caminho que a pessoa percorre depois de tocar no anúncio, e vale você conhecer inteiro, porque é ele que decide se o contato vira consulta.
É aqui que os roteiros das seções anteriores trabalham. Quanto mais específica a dor, mais parecida com a sua paciente é quem toca.
Uma página com a sua marca, as suas cores e o seu logo. Cinco perguntas de toque, depois nome e WhatsApp. Nenhuma pergunta sobre dinheiro.
Automático, um lead por mensagem, com tudo que a pessoa respondeu. Nada fica esperando ninguém abrir planilha.
E já chama sabendo o objetivo, o que a pessoa já tentou, se ela quer presencial ou online e se quer começar essa semana.
É a maneira mais rápida de entender. Responda como se fosse uma paciente sua, do começo ao fim, e você vê exatamente o que ela vê. Pode usar um número qualquer no final.
| A pergunta | Para que serve |
|---|---|
| O que você quer alcançar? Emagrecimento · Massa e definição · Saúde e disposição · Saúde da mulher | Diz de qual assunto a conversa começa, e qual dos seus vídeos trouxe aquela pessoa. |
| O que você já tentou até aqui? Por conta própria · Dieta da internet · Mais treino · Já fiz com nutricionista | Separa quem nunca teve acompanhamento de quem já pagou por um. São duas conversas diferentes. |
| Hoje, o que mais te atrapalha? Ansiedade e beliscar · O fim de semana · Falta de tempo · Não sei montar o prato | É o gancho da primeira mensagem da Lígia. Ela abre falando disso, não de "oi, tudo bem". |
| Como você prefere ser atendida? Presencial em BH · Online | Quem escolhe presencial fecha muito mais. Saber antes evita oferecer o formato errado. |
| Quando você quer começar? Essa semana · Esse mês · Só pesquisando | Define a fila. Quem quer essa semana é chamada primeiro, no mesmo dia. |
→ arraste a tabela para o lado
Pergunta que fica de fora de propósito: quanto a pessoa pode pagar. Perguntar isso num formulário derruba o preenchimento e soa mal vindo de nutricionista. O valor entra na conversa, no momento certo, depois que ela já entendeu o que você faz.
Exemplo com nome e telefone inventados. As três últimas linhas são as que só existem com a página nova; antes a ficha parava no "o que atrapalha".
Antes, a conversa começava do zero: ela precisava perguntar o que a pessoa queria, o que já tinha tentado e o que estava atrapalhando. Isso agora vem respondido. A primeira mensagem dela pode pular direto para a parte que importa, que é oferecer horário.
| Se a ficha diz | A Lígia faz |
|---|---|
| Quer começar essa semana | Chama no mesmo dia e já oferece dois horários concretos. Essa pessoa está pronta e esfria rápido. |
| Esse mês | Chama também, sem pressa de fechar. Explica como funciona o acompanhamento e combina de voltar. |
| Só pesquisando | Não insiste. Uma mensagem curta, um conteúdo seu que resolva a dificuldade que ela marcou, e ponto. |
| Presencial, em BH | Oferece o consultório e o horário. Não oferece online para quem pediu presencial, porque é justamente o presencial que fecha. |
| Online | Explica como a consulta acontece à distância e o que ela recebe depois. Aqui a objeção costuma ser "será que funciona sem me ver". |
| Já fiz acompanhamento com nutricionista | Essa pessoa já sabe quanto custa e como funciona. Não precisa de explicação longa, precisa ouvir o que é diferente no seu trabalho. |
| Nunca fez, ou só por conta própria | Aí sim vale explicar o acompanhamento com calma antes de falar de valor. É a conversa mais longa das duas. |
→ arraste a tabela para o lado
No grupo MKT · Gabriela Duarte Nutricionista, dizendo qual roteiro você usou, de 1 a 5. É assim que a gente consegue te dizer depois qual dor trouxe contato mais barato.
Falar com o Gustavo Altavance Media · Gustavo Rodrigues